05-Jul-2008
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O nascimento de Jesus PDF Imprimir

 

Os Evangelhos de Mateus e Lucas narram o nascimento e infância de Jesus. Junto de sua mãe Maria e de seu pai José, colocam figuras que nos representam na procura, na adoração e no anúncio do Menino Jesus.

Mateus refere magos, não judeus, vindos do Oriente, guiados pela estrela, que chegam a Jerusalém e perguntam pelo Rei recém-nascido.
Lucas apresenta pastores conduzidos pelos Anjos, como primeiras testemunhas do nascimento do nosso bendito Senhor e Salvador. (Lucas 2.8-20).

São magos ou pastores sem biografia, mas sedentos de verdade, que ao contrário de outros, se interessam pelo Menino e constituem, por assim dizer, uma "parábola ambulante " no procurar, encontrar, adorar, oferecer presentes e no regressar por outro caminho à sua terra, anunciando o nascimento do Senhor (Mat. 2.1-12).

Para os Evangelistas, o importante não são os magos nem os pastores, mas sim o Menino Jesus.

O que motiva os magos, os desloca, move e conduz a Belém, é o desejo de ver, adorar e testemunhar d'Aquele que importa conhecer, amar e com Ele configurar a vida, para o anunciar sem medo, e sem constrangimentos, como Salvador, Fonte de Vida e de Esperança para nós e para o mundo.

Os magos são representantes do ser humano, sedento de verdade, de amor e de sentido para a sua existência, levado pelo desejo de ver e encontrar.

Os Evangelhos são síntese, "florilégios " de gestos e palavras de Jesus, para que, segundo João "creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus e para que, crendo, tenhais vida em Seu nome" (S. João 20.31), ou segundo Lucas "para que conheças a certeza das coisas de que estás instruído" (S. Lucas 1.4).

Nestes resumos, há lugar para parábolas, alegorias, linguagem figurada e histórias exemplares em ordem a acreditar em Jesus Cristo.
Os Evangelistas acreditavam, celebravam, viviam e testemunhavam a fé no Filho de Deus, encarnado, morto e ressuscitado, na comunidade que se reunia no dia do Senhor para celebrarem o memorial de Jesus ressuscitado.

A narração da vinda dos magos guiados pela estrela, é feita a partir de textos bíblicos reiterados, para exortar o homem à fé, à confissão e à adoração de Jesus, pois n'Ele, por Ele e para Ele são todas as coisas. Em relação a Cristo, o Novo Testamento apresenta a rejeição de uns e a adesão de outros. " Mas a todos quantos o receberam, aos que crêem n'Ele, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. (S. João 1.12,13).

Refrigério Edição n.º 119 - Novembro/Dezembro 2007
Autoria: Samuel da Silva Oliveira


 

 
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