20-Nov-2008
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NATAL SEM CRISTO É VIDA SEM AMOR

"O amor procede de Deus, e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Nisto se manifestou o amor de Deus: em haver Deus enviado o seu Filho unigénito ao mundo, para vivermos por meio dele" (I Jo 4:7,9)

Muitos "Natais" já se passaram no curso da minha vida.  Desde a minha longínqua infância ficaram variadas e marcantes lembranças dos dias natalinos.

As reuniões da família, as festas na igreja, o papai-noel, gorducho, sorridente, com sua longa barba branca, botas pretas e roupa vermelha, carregando os brinquedos a serem distribuídos, os abraços apertados dos amigos, as manifestações de alegria e de bem querer, muitas vezes falsas, as palavras e os votos formalmente manifestos, a troca dos presentes embrulhados em lindos pacotes, as árvores iluminadas e bem enfeitadas, os sinos badalando por todos os lados, as musicas harmoniosas enchendo o espaço, as comidas, as bebidas e outras iguarias especiais servidas nas ceias das noites de natal, as lojas amplamente sonorizadas com as suas vitrines enfeitadas e brilhantemente iluminadas, o movimento intenso das pessoas e dos carros correndo por todos os lados, a manifesta e frenética corrida atrás do lucro fácil e das vantagens que o momento propicia, agilizada pela actuação inescrupulosa da indústria e do comércio e apoiada pela ampla utilização de todos os meios de comunicação, e outros tantos fatos voltados, exclusivamente, para  a satisfação dos interesses pessoais, é tudo isso o que acontece no tradicional período de Natal.

É isso que todos vivenciam intensamente nesse período do ano e que fica na lembrança de muitos.  

E o aniversariante, que deveria ser lembrado e celebrado, como fica no meio de todo esse alvoroço festivo, agitado e, muitas vezes, hipócrita?  

Afinal de contas, a motivação histórica do Natal não é o nascimento de Jesus Cristo, o Filho de Deus?  

Na verdade o que temos é, paradoxalmente, um NATAL SEM CRISTO.

E Natal sem Cristo é VIDA SEM AMOR!

O período natalino é, também, a época de acentuado aumento da criminalidade, com funestos resultados para a sociedade,  tudo advindo da intemperança no consumo das bebidas e de outras práticas imorais e pouco recomendáveis.

É uma evidência incontestável da ausência de AMOR na experiência da vida. Lemos em I Jo: "Deus é amor" (1:8); "...o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus" (1:7); "nisto se manifestou o amor de Deus em nós; em haver Deus enviado o seu Filho unigénito ao mundo, para vivermos por meio dele" (1:9)

Que bom seria se o chamado mundo cristão fizesse, não só do período natalino, mas de todos os dias do ano, uma grata e alegre celebração da vinda do Senhor Jesus, como expressão soberana do Amor de Deus. Sendo Ele AMOR, veio para que fossemos capacitados a viver EM AMOR, por meio d'Ele. Somente os que verdadeiramente nascem de Deus e conhecem a Deus podem viver EM AMOR.

Tais pensamentos levam-me a considerar alguns aspectos bíblicos do AMOR DE DEUS manifestos pela Pessoa de Cristo, que vale serem lembrados neste período de Natal e por todo o ano que se segue:

1. Cristo PROVISÃO INCOMPARÁVEL DO AMOR de Deus 
"Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigénito" -  Jo 3:16  
Cristo é a própria personificação do AMOR de Deus e se tornou o maior presente de Deus Pai ao ser humano, dado como única possibilidade de sua restauração espiritual, já que estamos irremediavelmente perdidos pelo pecado. A Redenção só é possível por Jesus Cristo que disponibilizou a sua própria vida, voluntariamente, para receber sobre o Calvário o castigo que nos traz a paz. A expressão "de tal maneira" acentua a incomparabilidade dessa graciosa provisão.

2.  Cristo PLENITUDE ETERNA DO AMOR de Deus 
"tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim  Jo 13:1
O amor de Deus não tem prazo de validade. Tem dimensão eterna. Cristo nos ama até o fim. Qual é esse fim? O nosso fim, como filhos de Deus, projeta-se na "eternidade", ultrapassando o limite da vida física. O Senhor nos dá vida eterna e jamais pereceremos. O seu amor é pleno e, por isso, tem dimensão eterna.

3.Cristo PROVA INDESTRUTÍVEL DO AMOR de Deus
"Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, seno nós ainda pecadores"  Rm 5:8
Provas muitas vezes não prevalecem por serem falsas e, por isso, sem valor algum. Nunca se produziu prova de maior grandeza, de mais força e de validade tão incontestável do Amor Redentor de Deus, como a que se consumou no Calvário. Ela é sobremodo consistente e irrefutável. Não há nada que se lhe possa opor ou ofuscar e se mantém incólume e indestrutível às mais ferozes investidas dos poderes do mal.

4. Cristo PROFUSÃO AMPLA DO AMOR de Deus
"O amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi dado"  Rm 5:5.
Temos ai extraordinária disposição sobre uma das bênçãos mais notáveis que o filho de Deus usufrui. Jesus Cristo afirmou que rogaria ao Pai e Ele nos daria outro Consolador, afim de que estivesse para sempre conosco (Jo 14:16). Assim Cristo se torna o agente da ampla profusão do AMOR DE DEUS em nós que é o Espírito Santo que em nós habita perpetuamente (Veja Ef 1:12-14). 

5. Cristo PROPULSOR EFICIENTE DO AMOR de Deus
"o amor de Cristo nos constrange"  II Co 5:14
No contexto dessa afirmação Paulo assume a sua condição inescusável de "embaixador" em nome de Cristo, como se Deus exortasse por seu intermédio. A "palavra de reconciliação" que lhe incumbia pregar era a exposição do AMOR DE CRISTO, que opera a "reconciliação" do homem perdido com Deus. O mesmo AMOR DE DEUS que opera a "reconciliação" do pecador com Deus, por meio da Pessoa de Cristo e Sua obra, é que nos constrange ao exercício da nobre embaixada de falar, em nome de d'Ele, desse AMOR.    Conclusão:

Natal sem Cristo é uma tremenda contradição. Não tem sentido. Celebrar Natal é celebrar Cristo. Natal sem Cristo é Vida sem Amor.  Por isso Paulo nos exorta em I Co 16:14:

"Todos os vossos actos sejam feitos com amor" Que o Natal, que já está ai, seja um Natal com Cristo.

Refrigério Edição n.º 119 - Novembro/Dezembro 2007
Autoria: Jayro Gonçalves

 

 
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