Início seta Edições em Texto Integral seta edicao120 seta A China já é o maior fabricante de Bíblias
20-Nov-2008
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A China já é o maior fabricante de Bíblias PDF Imprimir

 

O correspondente na China do diário espanhol El periódico, da Catalunha, revela que este país converteu-se no maior produtor mundial de Bíblias. Lembra, este correspondente, que os chineses não celebram o Natal, que passam o ano em Fevereiro e que grande parte da população, sobretudo a rural, nunca ouviu falar de Jesus. Apesar de tudo isso, é na China que está actualmente o maior fabricante de Bíblias no mundo: a Amity Printing é a empresa que desde a sua abertura, em 1986, já produziu qualquer coisa como 50 milhões de livros, 80 por cento dos quais foram escritos em mandarim e a outra parte é publicada em 8 línguas de minorias étnicas. As vendas desta empresa passaram de meio milhão de exemplares em 1988 para os quase 6,5 milhões em 2005. O que está a dar agora é a edição de bolso, destinada, segundo a própria empresa, a um público mais jovem.

A Bíblia esteve proibida na China desde que Mão Tse Tung, pai da República Popular da China, subiu ao poder em 1949, ordenando que todos os textos sagrados fossem queimados em fogueiras e fazendo circular aos milhões o seu Livro Vermelho. Só em 1978 é que um dos seus sucessores, Deng Xiaoping decretou a liberdade de culto. Mesmo assim sabemos que os crentes reúnem-se clandestinamente nos lares. Já em 2004 um irmão da Alemanha, que visita a China em viagem de negócios, nos informou que estava a acontecer um autêntico reavivamento em certas regiões da China, pois havia milhares de crentes que se reuniam em pequenos grupos nos lares.

No passado, nos finais do século 19,  mais precisamente em 19 de Setembro de 1853, Hudson Taylor, com a idade de 21 anos, partiu num navio de carga de Inglaterra para a China, chegando a Xangai passados 7 meses. Já havia ali missionários, mas estavam mais interessados em negócios terrenos do que nos negócios celestes. Ao notar que os chineses olhavam para ele com desdém e que não manifestavam qualquer interesse pela literatura e porções bíblicas por ele oferecidas, decidiu adoptar os seus costumes deixando crescer o cabelo e fazendo uma trança, como os chineses. Isto contribuiu para conquistar o respeita e a atenção de muitos. Mudou para o interior, para uma cidade chamada Ningpo e ali casou no ano de 1856, sendo convidado a dirigir a Missão Hospitalar de Londres naquela cidade. Ao tratar dos doentes falava-lhes da salvação em Cristo e viu muitos a  converterem-se ao Senhor. Começou a orar por mais missionários e em 1866 teve a alegria de ver 24 missionários seguirem para a China. Continuou a orar e em 1887 partiram mais 100. Viu sua esposa e seus dois filhos morrerem de malária, mas continuou firme e fiel ao Senhor. Em 1905, ano em que o Senhor o chamou à Glória, tinha criado 250 pontos missionários, 849 missionários responderam à chamada para a China e 125.000 tornaram-se fiéis cristãos. Depois disto levantou-se o movimento comunista que acabou com tudo o que os missionários tinham edificado, milhares foram assassinados e os missionários estrangeiros tiveram que abandonar o país. Parece que foi em vão, mas não. Chegou a hora de o Senhor agir. O Senhor está a servir-se dos próprios chineses convertidos para que estes corajosamente evangelizem e instruem os seus próprios conterrâneos.

Vem aí os Jogos Olímpicos na China. Oremos fervorosamente e perseverantemente por este grande país, para que o Senhor triunfe e dê a vitória ao Seu povo. 

Autoria: Carlos Alves

 
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