06-Fev-2012
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Entrega o que tens!
(João 6:22)

Certa vez um rapazinho
A Jesus queria ouvir,
Pois dele ouvira falar
E para o poder escutar
Teria que o seguir.

Ele queria também ver
Os milagres que Jesus fazia;
E cheio de curiosidade,
Junto com a sua vontade
Decidiu ir, naquele dia. 
Sabendo da sua vontade
Sua mãe não o impediu.
E logo lhe foi arranjar
Algo para levar;
E assim o despediu.

Cinco pães e dois peixinhos
Foi o lanche que lhe arranjou.
Tudo colocou num cestinho
E, tapando com um paninho
À espera dele ficou.
O rapazinho… pensou:
“Como é bom ter uma mãe!”
Ele nada lhe tinha pedido...
Mas a necessidade do filho
Foi vista por sua mãe.

Não era difícil encontrar Jesus,
Pois muita gente O seguia.
Os discípulos procurou,
E a eles se juntou
Sentido nisso alegria.

Ia ficando maravilhado
Ao ver as curas que Jesus fazia;
Ele queria estar perto,
Para ficar bem certo
Do que Jesus fazia, e dizia…

Jesus, vendo aquela gente,
Disse a Filipe: “Que fazer?
Onde iremos buscar pão
Para esta multidão?
Eles precisam de comer...”

André que isto ouviu
Ao Mestre informação dá:
“Há aqui um rapazinho
Que tem 5 pães, e 2 peixinhos,
Mas isto para nada dá!”
O rapazinho estava atento.
E como ficou feliz!
- “Será que Jesus vai querer
O que posso oferecer?”
E espera o que Jesus diz.

Ao entregar o cesto a Jesus
Sentiu uma alegria singular.
E ao ver a ordem dada
P´ra multidão ficar sentada…
Em silêncio, tudo quis observar

Ele vê Jesus dar graças,
E o pão e o peixe, a todos saciar.
Oh! Que maravilha poder ver
O que estava a acontecer...
E contará a mãe, quando chegar.

Tenho pena. As Escrituras nada dizem
Do diálogo possível com a mãe.
Como Deus pôde usar
O pouco que ele tinha para dar
Pois atrás de si, estava sua mãe.

Jesus usou aquela oferta
Que o rapazinho ali tinha.
Mas assim não aconteceria,
Porque ele nada levaria,
Se não fosse sua mãezinha.

Atenção! Vede o valor de uma mãe,
Que a seu filho soube ensinar
Que o que temos não é nosso.
Pois o rapazinho, sem esforço,
O que tinha soube dar.

Alicínia Salgueiro
Abril de 2008
Refrigério n.º 121

 
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