20-Nov-2008
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Os pecados do crente PDF Imprimir

 

A Bíblia ensina que o salário do pecado é a morte; mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor (Rom.6:23). Lemos ainda que se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos e não há verdade em nós. Se dissermos que não pecamos fazemo-Lo mentiroso, e a Sua palavra não está em nós.
Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça (1 João 1:8-10).

Graças a Deus pelo Seu amor para connosco, em nos ter enviado Seu Filho Jesus Cristo que, ao derramar o Seu precioso sangue, na cruz, nos ter perdoado, lavado e purificado de todo o pecado. Graças a Deus pelas Suas preciosas promessas, e pela nossa simples mas verdadeira fé Nele, nos concede a vida eterna, Sua protecção e segurança eternas.
Temos consoladoras afirmações na Biblia, quando lemos que Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigénito, para que todo aquele que Nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna. As Minhas ovelhas ouvem a Minha voz, e Eu conheço-as e elas Me seguem, e dou-lhes a vida eterna, e ninguém as arrebatará da Minha mão. Meu Pai que mas deu é maior do que todos, e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai João 3:16; 10:27-29).
E ainda a maravilhosa afirmação de Paulo: Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? È Deus quem os justifica. Estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor (Rom.8:33,38,39). Deixem-me aqui introduzir as palavras do hino:
Que bendita segurança Deus ao crente em Cristo dá / quando diz que sua vida / escondida Nele está.!  (HC n° 392).
O crente agora é uma nova criatura. Nasceu de novo e foi baptizado em um Espírito, formando um corpo... e todos temos bebido de um Espírito (1 Cor. 12:13).

O divino Espírito Santo, a Quem devemos o novo nascimento, veio habitar no corpo do crente (1 Cor. 6:19), para manifestar, em sua conduta diária, o Seu glorioso fruto (Gál.5:22).

Acontece, porém, que muitas vezes o crente é dominado pela sua velha natureza, e pratica o que a Bíblia chama de "obras da carne", que tanto desonram o nome do Senhor e mancham o nosso carácter. Porém o Senhor Deus nosso Pai, corrige o que ama, e açoita a qualquer que recebe por filho (Heb.12:6). Devemos, quando nos reunimos para prestarmos o nosso culto ao Senhor, fazê-lo com toda a reverência e santo temor, como lemos em Hebreus 12:20: Sirvamos a Deus agradavelmente, com reverência e piedade, ou santo temor, conforme a revisão actualizada.

Quando nos juntamos à volta da Mesa do Senhor, devemos participar do pão e do cálice dignamente, reconhecendo que, tanto o pão, como o cálice com vinho, representam o corpo e o sangue do Senhor, oferecidos como preço de redenção por nós, na cruz. Porque se participarmos de modo indigno, estamos a comer e a beber para a nossa própria condenação.

Na Igreja de Corinto havia crentes fracos, doentes e muitos que já tinham partido deste mundo, devido a serem disciplinados pelo Senhor. Leia atentamente 1 Cor.1 1:26-32.

A mentira não deve ser praticada pelos crentes, pois na Igreja, em Jerusalém, o casal Ananias e Safira, caíram mortos, na presença de todos, devido a cometerem este triste pecado.

No entanto, este fatal acontecimento serviu de aviso a todos os presentes, pois por duas vezes lemos que houve um grande temor em toda a Igreja (Actos 5:5,11).

Não erreis. Deus não se deixa escarnecer porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna (Gál.6:7,8). Paulo conhecia bem a sua natureza pecaminosa e afirmava que sabia que em si mesmo, isto é, na sua carne, não habitava bem algum... que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais ele era o principal. Exortava ainda a cada crente a mortificar, ou fazer morrer a nossa natureza terrena, a despojarmo-nos de tudo quanto é ira, indignação, maldade, maledicência e linguagem obscena... e a revestirmo-nos, como eleitos de Deus, santos e amados, de temos afectos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade, suportando-nos una aos outros, pois o crente está identificado com Cristo, na Sua morte e na Sua ressurreição.
Cantemos também, do hino acima indicado, esta segunda estrofe: Como mortos ao pecado / nos convém aqui viver/procurando o que é de cima / nosso gozo em Cristo ter.

Autoria: Carlos Alves
Refrigério n.º 122

 

 
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