18-Mai-2012
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Subimos também ? |
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SUBIMOS TAMBÉM ?
Antes de escolher de entre os Seus discípulos doze apóstolos, Jesus tinha operado muitos milagres e sinais entre o povo, e, por isso, estava sempre rodeado de uma grande multidão que O seguia.
O evangelista Marcos diz-nos que na altura de escolher os doze Jesus subiu ao monte e chamou a Si e nomeou doze para que estivessem com Ele e os mandasse a pregar e para que tivessem o poder de curar as enfermidades e expulsar os demónios” Marcos 3.
Não é de crer que Jesus fizesse coisa alguma sem motivo ainda que fosse, como aqui, o subir a um monte antes de escolher os Seus doze apóstolos.
Por que subir a um monte?
Porque não Se poupou, a si e aos outros, ao esforço?
E fácil de supor que Ele estivesse rodeado de uma multidão atraída pelos Seus milagres e curas - uma multidão mista, com de pessoas de todas as classes.
Algumas procuravam Jesus porque viam nEle um Grande Mestre, outras porque viam um Grande Médico, outros ainda porque tinha poder para multiplicar pães e peixes, e ainda outros porque tinham discernido nEle o Salvador de que as suas almas necessitavam.
Jesus atraía as pessoas de maneira que o monte para essas pessoas não apresentava dificuldades - Jesus subia e isso era o bastante para que eles subissem também.
Onde Jesus estava era o lugar de bênção.
Os que subiam atrás de Jesus eram aqueles que já sentiam que a vida nada valia sem Jesus.
Era desses que Jesus chamou os que tinham feito a subida, que tinham mostrado não estarem de todo satisfeitos com o que tinham. «Ele chamou para Si os que Ele quis» Há uma chamada para os crentes.
Não era a chamada aos incrédulos para virem à salvação, mas a chamada aos Seus para uma comunhão íntima com o Senhor.
Para que estivessem com Ele...»
Era a primeira parte do Seu propósito para aqueles que Ele chama.
Deus não criou o homem para em primeiro lugar testificar dEle ou «anuncia-lO» mas para estar com Ele”; o Senhor queria a companhia do homem e a comunhão com ele.
Deus “passeava no jardim» e achava todo o Seu prazer em estar com o homem que Ele tinha criado; a suma satisfação do Criador era gozar a companhia da Sua criatura.
Enoch andou com Deus aqui na terra e Deus gostou tanto da sua companhia que “para Si o tomou» e o mundo não o viu mais.
Jesus escolheu os doze primeiramente para estarem com Ele.
Uma menina entrou um dia no escritório do seu pai: “Que queres, minha filha?» perguntou-lhe ele esperando que ela lhe pedisse alguma coisa.
“Quero estar com o paizinho !«, foi a resposta.
Maravilhoso.
Achas tu também no teu Pai Celestial uma atracção assim? Achas-te tão bem com Ele que muitas vezes nem te lembras de Lhe pedir alguma coisa?
Fomos remidos para estar com Ele, fomos chama dos para a comunhão com Ele; estamos-Lhe roubando o que é tão precioso ao Seu coração?
«Para que os mandasse a pregar»
É o resultado natural de terem estado com Jesus; e, pregar, aqui não quer dizer apenas com os lábios é no sentido de preparar um caminho para o Senhor.
Ele nos manda com uma mensagem certamente mas creio que o mais importante é que vamos com uma fragrância dele, mesmo da sua presença.
Quando os apóstolos foram levados diante do Conselho, os seus juízes “tomaram conhecimento de que eles tinham estado com Jesus».
Quando Moisés desceu do monte Sinai o seu rosto brilhava.
Antes de Pedro ter negado o Senhor os incrédulos haviam lhe dito «tu és dEle porque a tua fala te denuncia».
O crente que é mandado a pregar e o que sai da presença de Jesus leva esta fragrância, como Maria levou o cheiro do unguento no seu cabelo depois de o ter empregue a enxugar os pés de Jesus.
Somos um «cheiro de Cristo?»
Olhamos muito para a palavra de Pedro: «O diabo, o vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar” mas esquecemo-nos da palavra de Davi “Assim feriu o teu servo o leão (o diabo) e o urso (a carne): assim será este incircunciso filisteu (o mundo). .' O Senhor me livrou da mão do leão e do urso: Ele me livrará da mão deste filisteu” (1 Sam. 17) gloriosa certeza!
Os filhos do reino têm direito à autoridade do reino;
Os embaixadores de Cristo devem ter «as credenciais» dEle. Como Davi não podia lutar metido na armadura de Saul, assim o crente não pode vencer na sua própria força.
Assim como ninguém faria caso dum sinaleiro que não tivesse farda, também os demónios não farão caso do crente que não tenha a «farda celestial».
A vontade de Jesus é que tenhamos poder como Suas testemunhas, mas baseados numa comunhão intima com Ele; o estarmos com Ele.
Os que Jesus chamou para Si, vieram A Ele - teremos nós vindo também?
Autor: Frank Smith
Refrigério n.º 123
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