06-Fev-2012
Estatísticas
Visitas: 386032
On-line:34 visitantes
O dom inefável de Deus Imprimir

 

O DOM INEFÁVEL DE DEUS

..."Eis aqui que vos trago novas de grande alegria para todo o povo. Vos nasceu hoje, na cidade de David (Belém), o Salvador Cristo o Senhor." Lucas 2: 10,11

Embora a data da celebração do Natal seja um pouco arbitrária, o acontecimento celebrado tem para os cristãos um alto significado, pois é na encarnação e na vinda ao mundo do Salvador que reside a grandeza do amor de Deus.
Recorde-se que à transcendência do significado do nascimento de Jesus se associaram os anjos com cânticos maravilhosos e expressivos, ao elevarem a Deus louvores nestes termos: "Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens ..." (Lucas 2:14). É que, com efeito, a paz dos homens para com Deus teve um elevado preço que Jesus veio a pagar com o sacrifício da Sua vida na Cruz para expiação dos pecados.

Do Natal até à Cruz decorre o ministério do Senhor Jesus Cristo, visto que Natal e Calvário são parte integrante do propósito de Deus para salvação dos pecadores.
Antes de qualquer acontecimento da história do Universo, antes da criação dos seres vivos, existia já o eterno Verbo que, na plenitude dos tempos, veio a ser pessoa humana e viveu entre nós (João 1:1-5).

"Estava com Deus e era Deus"
assim João apresenta o Messias, o Filho de Deus, Deus tornado homem, por Sua própria decisão. É assim que devemos ver a pessoa de Jesus Cristo. Jesus é o nome humano que o recém-nascido em Belém recebeu; Cristo é o título que Lhe é inerente, mercê da Sua função entre os seres humanos, em dedicação extrema até ao sacrifício. Ele estava em íntima comunhão com o Pai desde o princípio e continuamente.
É impossível considerar Jesus Cristo mero homem, visto que Ele é o agente de toda a Criação, segundo o apóstolo Paulo "Ele é antes de todas as coisas e tudo subsiste por Ele" (Colossenses 1:17).

A vida de Jesus tornou-se luz para os homens, luz para iluminar a consciência e torná-la sensível à verdade revelada, ao apelo divino ao arrependimento e à aceitação de Cristo.

O povo esperava um Messias que haveria de libertá-lo do jugo estrangeiro, mas Deus envia-lhes mais do que isso um Salvador, aquele que salva não só do domínio estrangeiro mas também do domínio do pecado.
Se pensarmos bem no significado da pessoa de Jesus como o Cristo e Salvador, havemos de sentir intimamente o Seu direito de soberania e o nosso dever de reconhecimento, de adoração e de serviço voluntário e alegre.

Há muitas outras razões pelas quais cremos que o Natal é a mais bela história.
Mas se tivermos essas razões acima em nossas mentes e corações, certamente o ano que se inicia em breve será de facto um ano de muitas realizações e bênçãos.

Essa história tem que ser lembrada, contada e vivida na perspectiva de que o menino que nasceu em Belém e morreu em Jerusalém, está vivo!

Certamente não está nos presépios e nem nos cartões de Natal e Felicitações, mas sim nos corações daqueles que sabem o que é o Natal. 

Refrigério n.º 124

 
< Artigo anterior