06-Fev-2012
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Traduções da Bíblia Imprimir

 

TRADUÇÕES DA BÍBLIA

A primeira comunicação de Deus aos homens foi escrita, por Moisés, em hebraico. Não era uma língua muito usada. A civilização egípcia era a dominante. Seguiram-se, entre outras, a fenícia, a babilónica, a grega e a romana.

Os livros de Daniel e Esdras já se apresentam em aramaico. Só em grego há cerca de cinco mil manuscritos.

A primeira tradução do Velho Testamento, para grego, foi a Septuaginta, por volta dos anos 250/150 a.C. Não é perfeita, mas na sua maior parte é fiel. Jesus e os apóstolos a citaram várias vezes nos templos e sinagogas. Os pensamentos de Aristóteles (384/322 a.C.), grego, só foram escritos e aceites pelo seu povo no séc. XII. Por isso os manuscritos em árabe, são os mais credíveis por serem contemporâneos daquele pensador. Razão da base para se usar as línguas árabes.

No ano 405, Jerónimo traduz do grego, para o latim, toda a Bíblia, designada por Vulgata.

A difusão maciça da Bíblia só aconteceu após a descoberta, por Gutemberg (1439/1455), da impressora.

Em 1560, o texto em grego, de Erasmo, é revisto e aceito pelo catolicismo, conhecido como Textos Receptus. Algumas traduções parciais já eram tidas como favorecendo a igreja católica.

Em 1676, João Ferreira de Almeida, acaba a tradução do Novo Testamento para o português, com tradução do hebraico, aramaico e grego. Feita uma revisão em 1681, na Holanda, são encontrados cerca de mil erros! É o efeito negativo de tradução efectuada por um só homem. Por isso, actualmente, as versões mais credíveis são as feitas por equipas multi-confessionais.

Em 1694 é acabado o Antigo Testamento por João Ferreira de Almeida mas só em 1748/1753 se publica a sua Bíblia e em dois volumes. Em 1883 a Sociedade Trinitariana publica a J.F.A. corrigida e fiel (?) (...e as outras não eram fieis?). As testemunhas de Jeová só editam a sua versão em 1963!

As línguas são dinâmicas. Hoje teríamos alguma dificuldade em ler textos de há cem anos! Com o novo acordo, daqui por dez anos, vamos ter as nossas dificuldades. Por isso se actualizam as traduções. A Sociedade Bíblica Portuguesa vai editar no próximo ano "O Livro" e já estará desactualizado pelo novo acordo dos PALOP.

Também os métodos de tradução influenciam certas expressões. Assim há: traduções inter-lineares, palavra a palavra (literais demais); traduções de equivalência formal, de aproximação ao corrente (literal modificada); traduções idiomáticas, adaptada à linguagem da nação (adaptação aos termos correntes na língua receptora); e a tradução livre demais, tradução frase por frase em que o sentido pode ser tendencioso (paráfrase). Apesar de todas estas coisas, uma verdade se conclui: 95% do conteúdo da Bíblia é credível e fiel, sendo a doutrina da salvação, pela fé na obra e no sangue de Jesus Cristo, irrefutável.

Restam só 5% de versículos polémicos. Citaram-se alguns e como exemplo: em Hebreus 10:25, "Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-vos..."  ou  "Não deixeis de vos congregar, admoestando-vos". Congregar na nossa congregação é uma coisa, outra "é andar por aí" e congregando-nos onde e com quem quer que seja.

A Bíblia tem algumas porções quase iguais: caso dos Salmos 14 e 53, Josué 15 e Juízes 1, etc. Se por um lado torna a Bíblia mais volumosa com mais leitura para nós, por outro, só vem confirmar a veracidade do mesmo acontecimento, relatado por pessoas distintas.

Sobre os livros Apócrifos nota-se serem aceitáveis como religiosos, mas jamais como Palavra de Deus. Nunca reivindicam sê-la, como em Isaías, Jeremias, etc., em que várias vezes é dito "esta é a Palavra de Deus".

Quanto a traduções aconselhadas não há uma consensual. A de João Ferreira de Almeida corrigida é muito aceitável, pelo que deve ser aconselhada pelas nossas igrejas, sendo até sugerido a sua aquisição, para ser posta nos púlpitos para os pregadores a usarem, na leitura inicial de base nas suas mensagens.

A edição de "O Livro", da Sociedade Bíblica Portuguesa, a sair em Março de 2009, será uma boa escolha, pela linguagem utilizada e pelo consenso obtido entre todas as confissões, incluindo o catolicismo. A equipa de tradutores, composta por sete pessoas, inclui, além dos evangélicos, dois católicos.

Entre as Bíblias católicas há duas aceitáveis: a dos Capuchinhos, feita a partir dos originais e com a participação dos PALOP, e a Bíblia de Jerusalém das edições Paulinas. Para os Judeus existe apenas a Bíblia Hebraica  TANAK  (editada no Brasil em português), que só contém o Velho Testamento, porque este povo ainda continua a não crer em Cristo como sendo o Messias.

Anotações de Vasco Santos, na Conferência em Cacia em 18/10/09 pelo Ir. Theron Young
Refrigério n.º 124

 

 
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