É óbvio que, quase sempre, a forma mais vulgar de evangelizar, é falar do amor de Deus e da sua salvação, por intermédio da pessoa do Senhor Jesus, ao nosso próximo. Infelizmente, quase sempre, as reacções por parte do nosso próximo variam pouco, desde o interesse em temas que o mesmo não pode compreender (relações sociais, escatologia, etc.), interesse casual ou nenhum interesse de todo, e, no fundo, este género de evangelização acaba por ter pouca ou nenhuma influência na vida do mesmo. Isto acaba por levar os cristãos a sentirem-se desanimados e frustrados.
Esquecem-se porém, que a Palavra de Deus - a Bíblia previu que, quem não tiver a sua fé bem fundamentada, não poderia compreender as suas verdades.
Para compreendermos esta realidade vejamos, por exemplo, a seguinte passagem do Evangelho pelo apóstolo Mateus: "Porque àquele que tem, se dará, e terá em abundância; mas àquele que não tem, até aquilo que tem lhe será tirado. Mt.13.12"
Nesta passagem, o nosso Senhor respondia aos seus discípulos, acerca duma questão que Lhe acabavam de colocar: "...porque lhes falas por parábolas? Mt.13.10"
De facto, desde o início do seu ministério, o Senhor usava as parábolas para colocar os seus ouvintes a pensarem, de uma forma prática, para poder levá-los a perceber e a compreender a vontade de Deus.
Disse também o Senhor: "Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não vêem; e, ouvindo, não ouvem nem compreendem. Mt.13.13"
Na nossa sociedade moderna, a realidade não mudou nem um pouco.
O ser humano ainda sofre de uma terrível incompreensão em relação á Palavra de Deus e à sua vontade.
Como exemplo, são mais aceitáveis, para o nosso ensino, as três pequenas passagens bíblicas anteriores, do que todo o resto deste texto.
Por vezes, mesmo os que a si se chamam cristãos, e se baseiam na Palavra de Deus ensinam coisas que, pela sua má compreensão, acabam por confundir, não só as pessoas que interpretam, como as que ouvem esses mesmos ensinos.
Jesus sabia que o povo não compreendia a Palavra de Deus, mesmo que ela lhes fosse explicada com uma forma bastante apelativa. Daí que usasse as parábolas e que, no final do seu ministério terreno, tenha usado uma forma muito clara, directa e prática, de mostrar ao ser humano, que ele, de facto, é o Messias prometido por Deus Pai, por meio dos profetas. E que, de facto, todo aquele que tiver Nele fé para se chegar a Deus Pai, terá, sem dúvida, acesso á vida eterna. Exemplo disso é a passagem do Livro de Actos Cap.2, Versículos 14 a 36.
Pedro, no seu discurso, não usou linguagem de sabedoria humana, mas mediante a morte e ressurreição recente de Jesus, exactamente de acordo com as Escrituras, não só convenceu, como levou ao arrependimento e conversão, as três mil pessoas que o ouviram.
Só mediante provas claras de que Jesus, de facto, é o nosso Senhor, é que as nossas vidas podem influenciar a sociedade à nossa volta.
Pois de nada vale termos o mais belo discurso cristão, se as nossas obras não o comprovarem.
Como tal, e para finalizar este texto, a verdadeira evangelização raramente sai da nossa boca, mas dos nossos actos. É nossa responsabilidade, como cristãos, honrarmos a aliança que temos com Deus, pelo nosso Senhor.
Tiago Tavares - Cacia
Refrigério n.º 125