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06-Fev-2012
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O discípulo a quem Jesus amava Imprimir

 

Sinto uma grande simpatia por este discípulo. E creio que, o Senhor, também sentia o mesmo.
Vamos examinar nas Escrituras algumas das suas características.

1. Sua chamada para seguir o Senhor.
Foi João Baptista o instrumento usado, quando no rio Jordão apontou para o Senhor Jesus e disse: Eis o Cordeiro de Deus. Mais tarde, quando preparava as redes com seu pai Zebedeu e seu irmão Tiago, o Senhor chamou-os e logo deixando seu pai no barco passaram a seguir Jesus. Na escolha dos doze, o Senhor chamou, tanto a ele como a seu irmão Tiago, “filhos do trovão”, pois quando foram mal recebidos numa aldeia de samaritanos, logo disseram: Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu, para os consumir? Ao que o Senhor repreendendo-os, disse: Vós não sabeis de que espírito sois. Pois o Filho do homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las. Certamente que este discípulo aprendeu a lição, pois é aquele que mais tarde mais sente e mais revela o amor de Deus.

2. Sua eleição para ser um dos apóstolos.
Dos muitos discípulos que o Senhor possuía, apenas elegeu doze como Seus apóstolos e destes doze escolheu três para, em certos momentos especiais estarem consigo e mais intimamente abrir-lhes o Seu coração, manifestando-lhes a Sua glória e também a Sua dor. Pois estes três apóstolos eram precisamente Pedro e os dois irmãos Tiago e João. Não podemos deixar de mencionar os momentos tão preciosos que passaram com o seu Senhor no monte da Transfiguração e da agonia do jardim do Getsemâne. E já na semana da paixão do Senhor vemos os doze sentados à Mesa, mas João a reclinar-se sobre o peito do Senhor e perguntar-lhe quem era o que havia de O trair. Também uma das sete palavras que o Senhor proferiu na cruz foi dirigida a João, para que recebesse Maria como sua mãe, e desde aquela hora este discípulo amado a recebeu como se fosse sua própria mãe.

3. Sua humildade.
Uma das preciosas lições que podemos aprender de João é ele nunca mencionar o seu nome. Ele não queria galardões para si, não queria dar nas vistas, não queria aplausos dos outros queria, sim que toda a glória fosse dada a seu Senhor.
Ele tomou como suas as palavras do Baptista, quando disse: A Ele convém crescer, porém a mim diminuir. Vejamos estes exemplos: Quando fala dos dois que ouviram o testemunho de João Baptista, apontado para Jesus como o Cordeiro de Deus, ele diz-nos que um deles era André, mas omite o nome do outro, que era ele mesmo. Continuou a proceder assim quando se dirigiu ao Senhor na Ceia, quando o Senhor lhe falou na cruz, e quando se tomou corrente entre os apóstolos que João não morreria, João nunca menciona o seu nome, mas diz simplesmente que era o discípulo a quem Jesus amava.

4. Os seus escritos.
As Escrituras nada dizem das pregações, nem dos milagres que João realizara. Mesmo quando ele, juntamente com Pedro operaram o milagre do paralítico, que à porta do templo pedia esmola, o destaque vai para Pedro, pois foi este que dirigiu a palavra para a efectivação do milagre. O que podemos destacar em João são os seus escritos e o mais curioso é que os comentaristas datam as datas dos mesmos entre os anos 80 a 90 A.D.
Isto quer dizer que a Bíblia não ficaria completa sem estes livros, o Evangelho, as três Epístolas e o Apocalipse. E que livros tão preciosos!
No Evangelho vemos a grandeza e a Glória de Jesus, como Filho eterno de Deus, o Autor de toda a criação com o Pai, e o verbo crer é a palavra chave deste livro. As revelações do Senhor Jesus a Nicodemos, à samaritana e ao cego de nascença, revelam o amor do Senhor pelos pecadores, sem olhar às suas condições sociais. As afirmações que o Senhor fez de Si mesmo e que foram registadas somente neste livro, tais como: Eu sou a luz do mundo. Eu sou a porta, Eu sou o bom Pastor.. .o Caminho, e a Verdade e a Vida, Eu sou a Ressurreição e a Vida. A segurança que Jesus dá a todo aquele que nEle crê, são verdades mais que suficientes para aconselharmos a qualquer pessoa que esteja a dar os seus primeiros passos nos caminhos do Senhor a ler e a meditar neste precioso livro.

Falarei de dois crentes, meus conhecidos, e seu relacionamento com a leitura do evangelho segundo João. O primeiro, ao comemorar os seus 90 anos, dando o seu testemunho de como se converteu ao Senhor, disse que 70 anos antes estava numa parada milítar, pronto a embarcar com os seus colegas para a grande guerra em França e que um desconhecido ofereceu um exemplar deste livro a cada um dos soldados. Na frente da batalha e em momentos de mais calma, ele sacava o seu livrinho e lia-o devotadamente. E assim o Espírito do Senhor fez luz no seu coração e numa daquelas trincheiras entregou sua vida a Jesus.
O outro irmão, ainda jovem, tem tanto prazer na leitura deste livro que investe parte dos seus honorários na aquisição do maior número possível de exemplares, para depois oferecê-los a pessoas que ainda não são do Senhor.
Não queremos cansar mais os leitores, pois muito teríamos que dizer sobre o livro do Apocalipse. O que desejamos, ao concluir, é que cada um leia e medite cada vez mais na Palavra do Senhor, para que sua fé se fortaleça e seu conhecimento cresça na graça e no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo.
A Ele toda a honra e roda a glória! 

Carlos Alves
Refrigério 126

 
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