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O Senhor na sua imensa graça e misericórdia salvou-nos com um santo propósito e para um maravilhoso e glorioso fim (ler 2Tim. 1:9 e comparar c/ Jo.15: 16).
Desse santo propósito multifacetado desejo salientar e centrar a nossa atenção para 1 Ped.l:2, de cuja declaração desejo destacar e sublinhar:
”ELEITOS… para a OBEDIÊNCIA”.
Porque para a OBEDIENCIA?
Porque Ele encontrou-nos e chamou-nos, rebeldes, o que por natureza somos, além de perdidos, imundos (espiritualmente) e mortos em delitos e pecados, e a um rebelde vencido exige-se OBEDIENCIA...
O Senhor venceu-nos pelo Seu grande amor, e, conscientes desse amor, sabemos que a Sua vontade é boa, perfeita e agradável e inclui sempre o nosso benefício, não procurando prejudicar-nos.
Ele preocupa-se com todas as coisas da nossa vida diária de tal modo que para o Seu imutável amor revelado e provado, as nossas 'pequenas coisas” são muito grandes. E para o Seu ilimitado poder, as nossas grandes necessidades e problemas aparentemente insolúveis são muito pequenas...
A Sua vontade no contexto de seu amor é benéfica e benigna - além de ser correcta para a nossa protecção e bem-estar espiritual e físico.
Graças a Deus que o maior poder que há no universo é também o maior bem (Sl.16:2a) e Ele nada pode fazer que entre em contradição com a Sua bondade. Até mesmo os seus juízos são uma medida da Sua bondade e misericórdia (Sl.23:6).
Lamentavelmente constata-se hoje que para muitos crentes a vontade de Deus nunca foi, ou deixou de ser, o principal... ela consiste no que cada um quer e não no que o Senhor quer ou manda...
À guisa de exemplo especificamos: O Senhor quer que as irmãs estejam no culto com véu, o que é expressivo de submissão e obediência, não aos anciãos, mas ao Senhor, a Cabeça da Igreja. Porém, o que se verifica hoje por influência das denominações e das organizações para-eclesiásticas e não só, algumas irmãs sentam-se à Mesa do Senhor, sem véu argumentando que “o cabelo lhes foi dado em lugar de véu, portanto não usam véu.”
Neste contexto os irmãos homens, quando oram deveriam cortar ou rapar o cabelo, porque se o cabelo cobre a cabeça da irmã, na presença do Senhor, também cobre a cabeça do irmão e é desonroso o homem orar com a cabeça coberta. - 1Cor.11:4-7.
A Igreja, por meio dos servos do Senhor por Ele ungidos e capacitados para ensinar, deve ser informativa, e em certa medida formativa da vontade soberana de Deus, a qual é benéfica quer para a Igreja quer para o crente em particular. “... a vontade de Deus é a nossa santificação. “ porque sem santificação ninguém verá o Senhor” (1Tes.4:3 e Heb.12:14).
Santificação é sermos separados por e para Deus para sermos diferentes no carácter em conformação com o Senhor Jesus até que esta estatura seja completa (II Cor.3:18 eEf.4:12-13), pelo que, “como é Santo Aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver” (1 Ped.l:15).
Ora, a sujeição à vontade de Deus é expressiva da santificação prática e progressiva.
Faz parte da vontade do Senhor não nos escandalizarmos uns aos outros, procurando “guardar a unidade do Espírito peio vínculo da paz” (Ef.4:3). Para tal torna-se imperioso andar em amor, pois “o amor não faz mal ao próximo” e “o amor edifica” (Rom.13:10 e 1 Cor.8: 1).
Nenhum membro da Igreja tem o direito de impor a sua vontade e critérios de conduta carnais e mundanos ao ponto de provocar e escandalizar os outros membros pondo assim pedras de tropeço aos seus irmãos.
O nosso Deus e Pai celestial é o Deus de Ordem, e Ordem é harmonia e bem-estar; o contrário será desordem e contenda que produz o caos.
Toda a Igreja local tem a sua disciplina, normas e até tradições (II Tes.2:15 e 3:6) como sendo: Reuniões públicas de evangelização, de oração, de Igreja, Ceia do Senhor, de baptismo dentro ou fora da Casa de Oração. Isto são apenas as principais de algumas normas, disciplina e até tradições que o Senhor nos legou, as quais devemos manter… e às quais nos devemos apresentar “com traje honesto e com pudor e modéstia” (1Tim.2:9). Adorai ao Senhor vestidos de trajes Santos” (Sl.96:9).
Uma lei civil pode ser muito contestada, porém, se não for alterada deve ser respeitada e cumprida.., e os que desobedecem são denominados de transgressores.
Da mesma maneira, a ordem, normas, disciplina e, até as tradições de uma Igreja local, devem ser respeitadas e obedecidas. Se desobedecemos, somos transgressores, somos desobedientes… e a desobediência consciente é expressão de orgulho, e Deus resiste aos soberbos I Ped.5:5)!
Diz-se que à porta da catedral de Lubeck se encontra a seguinte inscrição:
Assim diz Cristo - o Senhor:
“Chamais-me Mestre, e não me obedeceis;
Chamais-me Luz, e não me buscais;
Chamais-me Vida, e não me desejais;
Chamais-me Sábio, e não me seguis;
Chamais-me Rico, e não me pedis;
Chamais-me Caminho, e não vos conduzis por mim;
Chamais-me Bondoso, e não confiais em mim;
Chamais-me Puro, e não me amais;
Chamais-me Eterno, e não me procurais;
Chamais-me Justo, e não me temeis;
Chamais-me Poderoso, e não me honrais;
Assim se Eu vos condenar, não me culpeis.
De “Ouro, Incenso e Mirra” (4 Edição 1958)
Pelo que irmãos santos, participantes da vocação celestial” “vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios remindo o tempo por quanto os dias são maus, pelo que não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor.. .“ (Heb.3:1 e Ef.5.15-17) .
É tempo de nos examinar a nós mesmos se permanecemos na Fé..., pois encontramo-nos muito dentro do tempo da apostasia e a apostasia é um dos sinais da proximidade da Vinda do Senhor. Apostasia significa literal e praticamente a rejeição da revelação da vontade divina.
Recordemos as palavras e Jesus: “Eu desci do Céu não para fazer a minha vontade mas a vontade dAquele que me enviou. João 6:38
In Boletim Informativo 11/1996
João H. F. Varandas
Refrigério 127
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