Início seta Edições em Texto Integral seta edicao128 seta Desafio de Deus definindo nossa história
06-Fev-2012
Estatísticas
Visitas: 386038
On-line:38 visitantes
Desafio de Deus definindo nossa história Imprimir

 

“...O que o Senhor espera de ti?”
 (Dt 10:12)

Vivemos época de grandes desafios. Na solução dos problemas graves que a humanidade enfrenta a participação positiva de cada um é fundamental.
Temos que encarar com grande responsabilidade e seriedade o papel que nos incumbe representar no cenário confuso e complicado do contexto problemático que vivenciamos.
Principalmente nós, que nos declaramos cristãos, não nos podemos furtar em oferecer a Deus, com quem estamos comprometidos, resposta pronta e adequada ao Seu solene desafio, para que os acontecimentos correspondam aos Seus soberanos desígnios, beneficiando-nos e aos que connosco convivem no curso da nossa história.
No texto, Dt. 10:12, deparamo-nos com o desafio do Senhor ao seu povo, no momento histórico da pré-entrada na terra prometida, depois de longa jornada em sua demanda. Feita sumária, mas substancial retrospectiva histórica das múltiplas bênçãos com que Deus os havia contemplado através dos longos anos de peregrinação (veja o pronunciamento do grande e velho líder Moisés, desde o cap. 8), chegara o momento inevitável da resposta do povo ao desafio de Deus: “O que o Senhor espera de ti?”
Nada mais tinha o Senhor que provar ao seu povo!  A sua história plena de milagres e de vitórias, conseguidos, exclusivamente, pela actuação da poderosa mão de Deus a favor deles, manifestação incontestável da Sua maravilhosa Graça, não lhes deixava mais qualquer dúvida quanto à realidade da intervenção divina em todos os acontecimentos da sua longa história e quanto ao que do mesmo povo “AGORA” Deus esperava!
Deus havia dado ao seu povo “Livramento”,“orientação”,suprimento”, “habitação”, “segurança” e muitas outras bênçãos.  Chegara “AGORA” o momento de o povo definir-se perante o Senhor, assumindo compromisso sério e definitivo em resposta ao Seu solene desafio! 
Encontramos na sequência do texto CINCO ATITUDES que Moisés exorta que sejam adoptadas pelo povo, como resposta ao desafio do Senhor, para garantir o sucesso da sua experiência histórica futura.
Vejamo-las e adoptemo-las, com determinação, como resposta ao desafio que o Senhor nos faz, para influenciarmos positivamente o contexto dos acontecimentos em que, necessariamente, nos envolvemos.
1.“que temas o Senhor teu Deus” v. 12
A Palavra de Deus ensina, amplamente, a respeito da grande necessidade de exercitarmos o “temor do Senhor” (Sl 111:10; Pv 1:7; 9:10) em todas as actuações das diversas áreas da nossa vida. Sem o temor do Senhor o nosso comportamento fica carecendo de espiritualidade e o nosso compromisso com Deus estará efectivamente furado.
Nada resultará de proveitoso no que fizermos, se não houver na nossa atitude essa postura essencial! 
Exercita-se o temor do Senhor quando:
- Actuamos com “humildade”, reconhecendo a nossa total dependência do Senhor em tudo o que fazemos (Jo 15:5);
-Actuamos com “submissão”, reconhecendo a Soberania do Senhor em tudo o que fazemos;
- Actuamos com “confiança”, reconhecendo que o resultado do que fazemos sempre será útil e proveitoso (“fruto” para a glória de Deus  Jo 15:16), porque é operado pelo Espírito Santo através de nós (Fp 4:13);
- Actuamos com “reverência”, reconhecendo a solene responsabilidade que temos ao servirmos ao nosso Grande, Santo e Poderoso Deus.

2. “que andes em todos os Seus caminhos” v. 12
Não há alternativa se quisermos corresponder ao propósito de Deus para a nossa vida cristã. O Senhor é o “Caminho” para a nossa regeneração e salvação (Jo 14:6), mas, também, é o “Caminho” para a realização de nossa vida espiritual nos termos da Sua Soberana vontade. Exercita-se isso:
- Quando reconhecemos a inutilidade dos nossos próprios caminhos Pv 16:25
- Quando reconhecemos que os nossos caminhos não são os caminhos do Senhor (Is 55:8);
- Quando deixamos os nossos próprios caminhos (Is 55:7)
- Quando reconhecemos o Senhor em todos os nossos caminhos (Pv 3:6), confiando n'Ele e na Sua  Palavra (Sl 119:105), a Ele os entregando (Sl 37:5), para que Ele os endireite,  removendo os obstáculos dos mesmos (Pv 3:6).

3.  “que  O ames” v. 12
Sem o exercício do amor nada de proveitoso pode ser realizado. Tanto o amor a Deus como o amor ao próximo devem caracterizar nosso serviço para Deus (Mt 22:34-40). O Senhor Jesus enfatizou a necessidade do amor, oferecendo-nos o seu próprio exemplo (Jo 13:34). Paulo nos exorta em I Co 16:14: “todos os vossos actos sejam feitos com amor”. O exercício do amor deve ser:
- não fingido, isto é, sincero e autêntico (Rm 12:9; II Co 6:6);
- abnegado (I Ts 1:3);
- constante (Ef 5:2; Hb 13:1);
- abundante (I Ts 3:12).

4. “que sirvas ao Senhor teu Deus de todo o coração e de toda a tua alma” v.12
Deus requer de nós um compromisso sério de serviço. Há muitos que se afirmam identificados com Cristo, mas jamais demonstram disposição de serviço para Deus. O cristianismo autêntico é dinâmico. Prova-se a condição de verdadeiro cristão pelo serviço que a Deus prestamos. O Senhor Jesus disse: ”Vós sois meus amigos, se FAZEIS o que eu vos mando” (Jo 15:14). O serviço para Deus deve ser exercitado com;
 - humildade (Act 20:19);
-  espontaneidade e fidelidade, como para o Senhor e não a homens Rm 12:11;
-  resignação, no poder de Deus.I Pd 4:11
-  propósito de glorificar a Deus.I Pd 4:11

5. “para guardares os mandamentos do Senhor” v. 13
É fundamental que a nossa disposição, quando assumimos compromisso com Deus, seja, definitivamente, de sempre guardar a Sua Palavra em todas as manifestações da nossa vida, seja em que área for. Submissão total aos ditames da Palavra de Deus faz parte de nossa resposta correcta ao desafio de Deus e ao que Ele espera de nós. Devemos:
- crer na Palavra de Deus, como sendo, realmente, o sopro divino para nosso benefício (II Tm 3:14-17);
- lê-la com sistemática e constância, meditando no que ela ensina para sermos bem sucedidos (Js 1:7-8; I Tm 4:15);
 - praticá-la como norteadora segura nas realizações da vida (Tg 1:22-25);
- ensiná-la para a bênção da vida de muitos, a partir dos que nos são mais achegados (Dt 11:18-21).

CONCLUSÃO  O desafio do Senhor é coisa muito séria e não deve ser descartado pelo verdadeiro cristão. O que o Senhor espera de nós?
O Senhor, que, com fidelidade, nos agracia amplamente, espera a nossa resposta pronta e resoluta ao Seu desafio. A melhor resposta há de ser a nossa disposição em adoptar as cinco atitudes mencionadas, válidas, para a nossa própria história. Isso não só nos beneficiará espiritualmente como afectará, beneficamente, aqueles com quem convivemos.

Jayro Gonçalves

 
< Artigo anterior   Artigo seguinte >