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06-Fev-2012
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Eu também tenho um sonho Imprimir

 

Numa manhã, no meu “a sós com Deus”, lia e meditava no capítulo 45 de Isaias.
Verifiquei na insistência de Deus para com o seu profeta, 600 anos antes de Cristo, em proclamar ao povo de Israel: “Assim diz o Senhor.., o Deus de Israel, que te chama pelo teu nome.. .fora de Mim não há Deus... envergonhar-se-ão.., cairão juntamente na afronta os que fabricam imagens... nada sabem os que conduzem em procissão as suas imagens de escultura, feitas de madeira, e rogam a um deus que não pode salvar. Olhai para Mim e sereis salvos.., porque Eu sou Deus e não há outro. Por mim mesmo tenho jurado que, diante de Mim, se dobrará todo o joelho, e por Mim, jurará toda a língua.”
 
Umas horas depois, ao passar os olhos pelas notícias de um jornal diário, deparei com uma grande foto de uma procissão católica, em que eram precisos 80 homens para transportarem um andor com a imagem de Maria, e que tem o nome de senhora Aparecida, que mede mais de 20 metros de altura e pesa perto de 2 toneladas (2000 quilos!).
Uma certa revista publicou um bom artigo a este respeito, afirmando que “das mais de duas mil devoções diferentes a Maria, mil são portuguesas.
Maria tem nomes para todos os gostos: È chamada de senhora de Fátima, da Nazaré, dos Navegantes, da Lapa, Desatadora de nós, da Caridade, das Dores, do Rosário, da Saúde, da Boa Viagem, da Piedade, etc.
Como principiou o culto a Maria na chamada Igreja Católica Romana?
Recorrendo à “origem dos dogmas e inovações desta igreja”, verifiquei que, a partir do 4º século e da tão propalada “conversão” do imperador Constantino, este unificou o Império Romano e misturou o Paganismo com o Cristianismo. Declarando-se a si mesmo Vigário de Cristo, elegeu supostos convertidos para posições de influência e autoridade. Estes cristãos nominais trouxeram os seus rituais pagãos, deuses e deusas para a igreja. Promessas com velas, água benta, vestimentas, imagens, relíquias e purgatório, passaram, lentamente, a serem introduzidos na igreja.
Os bispos de Roma, criam o título de papa e assim passaram a dominar toda a igreja cristã. Mesmo assim, só pelo ano 609, é que ficou estabelecido o culto a Maria, pelo papa Bonifácio IV. Uns 180 anos mais tarde, ou seja, no ano de 787, no concílio de Niceia, é estabelecido o culto às imagens.
Em 803, foi ordenada a festa da assunção de Maria, no concílio de Magúncia. Passados mais de 200 anos, mais propriamente em 1125, aparece pela 1 a vez, nos cânones de Leão, a ideia da imaculada concepção de Maria. Para que estas heresias “pegassem”, pois nem todos concordavam, foi preciso criar-se a tenebrosa Inquisição, no ano de 1229, no concílio de Toulouse, confirmada em 1232 por Gregório X e logo entregue aos frades dominicanos para a executarem.
Neste mesmo concílio proíbe-se a leitura da Bíblia ao povo.
A Inquisição em Portugal esteve em vigor até ao ano de 1820. Quase 600 anos!
Eis o que um escritor português escreveu: “Rompe em 24 de Agosto de 1820 a revolução no Porto. E em 15 de Setembro, o povo de Lisboa, tendo-se concentrado no Rossio, entrou no Palácio da Inquisição, esfrangalhou tudo o que pôde deitar a mão, visto ter encontrado os cárceres vazios, e, por fim, arremessou ao chão, fazendo-a em cacos, a estátua da Fé! Matava assim o povo, para sempre, a Inquisição portuguesa!”. Quantos milhares, em vários países católicos, incluindo Portugal, foram presos, espoliados de seus bens, julgados e condenados à morte pela fogueira, só por não concordarem com tais heresias.
Quantos crimes praticados, usando o nome de Deus!
Pio IX, em 1854, proclama o dogma da imaculada concepção e, a assunção ao Céu de Maria, é proclamada por Pio XII, em 1950!
Já no Antigo Testamento temos o culto a uma divindade feminina, imaginada pelos povos antigos, como os egípcios, cananeus, caldeus medos persas, gregos e romanos. Até o povo de Israel, na sua imitação destes povos, prestou culto a uma imaginária “rainha dos céus”, provocando a ira de Deus, como podemos ler em Jeremias 7:16-20 e 44:25,26.
Maria foi uma jovem virtuosa, escolhida por Deus para nos trazer o Salvador. Ela teve pai e mãe humanos, alegrou-se em Deus seu Salvador. Mas ela nunca é chamada, na Bíblia, de “rainha dos céus”, “co-redentora”, ou “nossa senhora”.
Ela foi chamada de “bem-aventurada”, mas também são bem-aventurados são todos aqueles que ouvem a palavra de Deus e a guardam, disse o Senhor Jesus.
Como divino, Jesus é chamado o filho Unigénito de Deus: como humano, Ele é chamado o filho primogénito de Maria.
Quando uma vez disseram ao Senhor: Mestre, estão ali fora tua mãe e teus irmãos que querem falar-te, ao que o Senhor, respondeu: Quem é minha mãe? E quem são meus irmãos? E, estendendo a sua mão para os seus discípulos, disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos; porque, qualquer que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão, e irmã e mãe.”
A Bíblia diz que temos um só Deus, e um só Senhor. Em nenhum outro há salvação.., e há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo. Só Ele é o nosso Senhor. Crê em Jesus e reconhece-O como teu único Salvador e Senhor.

Samuel Pereira

 
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