06-Fev-2012
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Tempos estranhos Imprimir

 

“Ora estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalónica, porque de bom grado receberam a palavra examinando cada dia, nas Escrituras, se estas coisas eram assim. Actos, 17:11

...e o seu senhor lhe furará a orelha com uma sovela; e o servirá para sempre. (Êxodo, 21;5-6).
Impressionou-me uma frase que li quase há 50 anos no livro “As catacumbas de Roma”, gravada numa lápide de um cristão que foi martirizado na perseguição Antonina cerca do ano 160; entre outras frases mais animadoras estava esta:
'Porque quando estava de joelhos preste a adorar o verdadeiro Deus, foi levado à execução”; Oh! Que triste tempo! No qual, entre ritos e orações sagradas, mesmo em cavernas, não estamos seguros.
Naqueles sombrios tempos, os cristãos eram perseguidos e mortos, pela sua fé, recusavam submeter-se às exigências dos rituais pagãos, e nem mesmo debaixo da terra eram deixados em paz.
Agora, vivemos tempos estranhos, não havendo perseguição são os cristãos que vão por vezes ao encontro do paganismo, às vezes nas palavras outras nos actos, apesar de não sermos do mundo (S. João 17;16) corremos atrás de novidades que afinal se informados, não são novidades nenhumas.
Estou a lembrar-me do uso do piercing originário da Índia e relacionado com a religião indú e os seus milhares de deuses, é um objecto segundo o qual a pessoa que o usa, dedica aquela parte do corpo a determinada divindade, tendo portanto uma finalidade idolatra: aqueles que os imitam, estão a copiar idolatras ainda quequem imita alguém, é porque está de acordo.
Às vezes corrigimos a linguagem
ou gestos de crianças que achamos incorrectos, mesmo quando elas não
têm consciência disso.
Paulo pediu aos coríntios que fossem seus imitadores, como ele era de Cristo (1 Cor.11;1), se queremos imitar alguém, já temos a quem.
Também a onda actual das tatuagens vem com a influência hippie, punk e rock pesado, que defendem a liberdade sexual e a Nova Era (Efés.5;6- 13).
Na China e no Japão a tatuagem estava colada às divindades figuradas no símbolo; os líbios tatuavam-se para a deusa Neit, os egípcios para Atargatís.
Na antiguidade a tatuagem associava-se ao culto de deuses demoníacos (1Cor.10:20-21) os nazis tatuavam os judeus, para ofender a sua fé, (Escrita de tatuagem não poreis em vós. (Lev. 19:28) Tora Judaica)
Piercings, tatuagens, orelhas furadas, ou qualquer buraco voluntário que implique uma permanente mutilação do corpo é um acto simbólico de submissão a alguém: ídolos ou pessoas, (como lemos em Êxodo), pode ser também uma forma de aprisionar as almas à vontade de Satanás (Ez.13:18-21) mesmo que de forma não intencional.
A verdade é quando se pratica estes actos, pelo menos estão a submeter-se à moda mundana, ou seja, a uma nova forma de servidão.
Entretanto, nesta dispensação, o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, quer dizer que os cristãos só a Ele se devem submeter. Devemos estar atentos ao que diz a Palavra de Deus, ou em caso de dúvidas, consultar os anciãos das igrejas, por vezes entre nós há riqueza de retórica, mas uma pobreza franciscana de resultados.
Se os mártires dos primeiros tempos que morreram por repudiarem a homenagem a ídolos, pudessem voltar à Terra hoje, o que pensariam ou diriam?
Talvez dissessem; Quo vadis christiãnus? Para onde ides cristãos? Tempos estranhos... 

David Vieira

 
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