10-Mar-2010
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A Oração Imprimir

 

As pessoas que mais, profundamente, influenciaram o mundo abundante de pecado, foram homens e mulheres que oravam com regularidade.
Cada um de nós tem a sua prática diária de oração!...
No mundo moderno e apressado de hoje, muitos de nós vivemos ocupados demais para termos o nosso culto devocional diário.
Na antiga Dispensação da Lei, era obrigação da tribo sacerdotal dos levitas levantar-se cedo para celebrarem ao Senhor (I Crónicas 23;30). Na qualidade de sacerdotes do Novo Testamento, deveríamos também reservar tempo para começarmos, cada dia, a sós com Deus (I Pedro 2;5-9).
Nunca foi encontrado alguém que tenha dito que orava demasiado, mas muitos que, francamente, admitem a sua negligência neste contexto da oração.
A oração eficaz é tão rara quanto poderosa. A oração é um trabalho maravilhoso que podemos fazer para Deus. O apóstolo Paulo reconheceu a necessidade e a importância deste ministério.
Existem diferentes conceitos acerca da oração que não são bíblicos!...
Alguns vêem Deus como alguém que lhes pode garantir todos os seus desejos.
Outros vêem-No como um Deus exigente, requerendo sacrifícios, promessas, ou muitas palavras para poder ser persuadido a ajudar.
Outros ainda, parecem ter concluído que a oração não é tão importante assim, antes é uma perda de tempo.
Um dos discípulos de Jesus pediu-Lhe para os ensinar a orar (Lucas 11;1).
Jesus respondeu com um padrão de oração, uma parábola que encoraja a orar e uma promessa de resposta à oração.
O primeiro aspecto que Jesus focou, é que a oração deve ser dirigida a Deus Pai.
O segundo aspecto, é que a nossa oração deve subordinar-se à vontade do Pai
Os crentes podem confiar que Deus suprirá todas as suas necessidades do dia a dia; sendo as necessidades espirituais as mais relevantes.
Orar com persistência não quer dizer que, pelo facto de insistirmos com Deus, Ele nos vai dar tudo o que queremos. Porquê então orar?...
Jesus queria que os Seus discípulos prosseguissem a buscar, a pedir e a bater (Mateus 7;7,8). Nós somos, igualmente, encorajados a continuar pela promessa de que as nossas orações serão respondidas.
Algumas pessoas oram com motivações erradas, ou pedem coisas que não são a vontade de Deus (Tiago 4;3 e I João 5;14,15).
Jesus não queria que os Seus discípulos tivessem expectativas irrealistas, mas que confiassem em Deus e que continuassem a orar. Orai sem cessar; por tudo dai graças!
Podemos orar persistente e confiadamente por causa da natureza e do carácter de Deus.
A expressão muito mais abundantemente é usada para revelar a bondade de Deus, o Seu carácter e cuidado pelos Seus filhos.
Os dons graciosos de Deus são muito mais do que podemos imaginar!...

A oração é comunhão com Deus em dois sentidos:
O crente fala com Deus e Deus fala com o crente.
A oração não deve ser uma conversa unilateral, a oração inclui também o ouvir Deus; o que Deus diz é muito mais importante do que aquilo que dizemos.
A oração é uma relação e tem como finalidade nos ajustar a Deus, mais do que fazer Deus ajustar-se a nós.
Deus não precisa das nossas orações, mas quer que oremos. Precisamos de orar a fim de conhecermos o que Ele quer fazer na nossa vida.
Em resumo, a oração é um diálogo entre o Pai e Seus filhos. A oração não deve ser feita de qualquer maneira, mas deve envolver uma adoração genuína ao Deus Santo.
O tempo de Deus e as nossas necessidades requerem oração persistente.
A persistência na oração não é para mudar a mente de Deus, mas para preparar os crentes para o trabalho de Deus no tempo de Deus.
A persistência na oração é motivada pela confiança na fidelidade de Deus.
Todo o ser humano tem uma inclinação natural para o egoísmo. Não é preciso ter muita experiência de vida cristã para se saber que a oração não é fórmula mágica que ajude a escaparmos da disciplina e da responsabilidade.
Ainda que a nossa oração possa conter adoração, louvor e pedidos, não deve nunca ser excessivamente longa (Mateus 6;7).
Li que há alguns anos morreu um pregador idoso. Fora criticado por ser antiquado nos seus métodos e mensagens. O agente funerário ao ouvir um comentário nada abonatório acerca do finado, tomou a sua defesa, dizendo para quem criticava: - Bem é natural que tivesse suas falhas, pois ninguém é perfeito, mas ele foi o único homem que eu preparei para o enterro, que tinha joelhos tão calejados.
Como o Senhor devia valorizar aquele homem que tão frequentemente se ocupava com o ministério da oração.
 Tomemos hoje a decisão sábia de gastar mais tempo, dia após dia, em silenciosa meditação e oração fervorosa, orando em todo o tempo, vigiando.

Samuel da Silva Oliveira

 
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