18-Mai-2012
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A religiosa idólatra Imprimir

 

TESTEMUNHO

Eu era uma religiosa muito amiga de ir á missa, todos os domingos.
Meu marido ficava na cama e quando eu chegava a casa dizia-lhe que ele era um bruto, pois todos os outros iam á missa mas ele não o fazia.
Ele respondia-me dizendo que eu era uma beata e para o deixar em paz.
Certo dia o sr. Jezuino Dias encontrou um folheto evangélico na beira de uma estrada e após o ler pediu mais folhetos do género ao Núcleo.
O sr. Jezuino ofereceu esta literatura ao meu marido e ele tinha muito prazer na sua leitura, ao ponto de deixar sobre a mesa estes folhetos para que eu lesse também… Mas eu não queria e ficava aborrecida põe ele andar a ler aquela literatura.
Um dia, quando meu marido não estava em casa eu fiquei curiosa em saber o que é que os folhetos diziam. E estive a  ler. Fiquei desapontada comigo, pois afinal os folhetos falavam muito bem acerca de Deus.
Certo dia apareceram na localidade de Venda de Moinhos dois homens, que procuravam o sr. Jezuino Dias. Um destes homens era o conhecido irmão Orlando Luz. Eles estiveram a falar na casa do Sr. Jezuino e decidiram fazer uma reunião na sua casa para anunciar a Palavra de Deus…
A noticia alastrou-se de tal modo que muitos vizinhos e pessoas de outra localidades encheram aquela casa para ouvirem acerca das coisas de Deus.
Meu marido, vindo de Torres Novas, após uma azeitonada, ao passar por ali ficou curioso com o que se passava e correu rua acima ate casa onde eu estava já deitada com os filhos, porque se fazia noite.
Ele deu-me um beijo e aos filhos também e disse que os protestantes estavam na casa do primo Jezuino, perguntando-me se queria vir ouvir. Claro que eu lhe disse que não.
Ele foi só ouvir os pregadores. Quando chegou junto de mim disse: “Foi tão bonito!”
Mais tarde começaram a fazer cultos aqui na terra e o sr. Manuel Fernandes de Viavai ofereceu uma casa para o efeito.
Meu marido ia sempre aos cultos e quando chegava a casa dizia que era muito bom cantar hinos a Deus perguntando-me sempre, “queres vir?”.
Um domingo fui com ele, mas com muita pouca vontade e fui por atalhos e não pela estrada porque não queria que me vissem.
Graças a Deus gostei imenso do que eu lá vi e fiquei interessada em voltar.
Eles ensinavam que só em Jesus Cristo havia salvação e falavam que Ele perdoava os pecados.
Eu nunca tinha ouvido falar daquela maneira. E Eu sentia-me uma pecadora desejosa que o Senhor me perdoasse. Eu tinha em casa um crucifixo e na minha ignorância tinha o hábito de me ajoelhar perante ele e pedir perdão, mas nunca recebi nada nem me sentia perdoada.
Certo dia ao ouvir a Palavra de Deus naquele culto, através do sr. Figueiredo assim como o testemunho da sra Lucinda Figueiredo, em que ela dizia que era pobre neste mundo mas era rica dos bens do céu pois tinha a certeza de viver no céu por toda a eternidade.
Aquelas palavras entraram no meu coração e quando cheguei a casa entrei no meu quarto e ajoelhei-me. Ali arrependida na minha condição de pecadora, pedi perdão a Jesus e convidei-o a entrar na minha vida, como meu Senhor e Salvador. Senti algo que nunca tinha sentido.
Eu tinha o hábito de falar palavras torpes e não demorou tempo que deixei de as pronunciar e outras coisas mais mudaram em minha vida pelo poder de Deus.
Aquelas palavras de Corintos “Quem está em Cristo nova criatura é e as coisas velhas são passadas tudo se fez novo” aconteceram em mim.

Este é o testemunho da viúva do irmão Abílio Ferreira C. Converti-me a Cristo aos 33 anos e pela graça de Deus, hoje com 85 anos tenho sido fiel nos seus caminhos.
Apesar das muitas tribulações que tenho passado Deus em nada me tem faltado.
O meu desejo é que muitos outros conheçam este Senhor que vive em mim e que é a minha Esperança.

Isilda Alves Faria (Viavai)
20Maio2010
Refrigério 133

 

 

 
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