23-Fev-2012
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Nas Escrituras Sagradas, há Livros Históricos que narram a história do povo judeu desde a entrada na Palestina até ao regresso do exílio babilónico e reconstrução nacional de tudo quanto havia sido destruído pelos caldeus. Um deles é o de II Crónicas e é neste livro que encontramos o seguinte texto:
«Eles porém, zombavam dos mensageiros de Deus, desprezando as suas palavras e mofando dos Seus profetas, até que o furor do Senhor subiu tanto contra o Seu povo, que mais nenhum remédio houve» (II Cron. 36:15,16).
Não deixa de impressionar a expressão final do texto aqui mencionado «que mais nenhum remédio houve».
Quem tenha a Bíblia ao seu alcance, deverá ler todo o contexto para compreender melhor a história.
A expressão em destaque suscita de imediato a ideia de juízo divino. Houve da parte de Deus muita paciência e espera por uma atitude mais conveniente do povo. Diz o texto que Deus falou ao povo, insistentemente, através dos Seus mensageiros, por que se compadeceu do Seu povo e da sua habitação.
Esta a maneira como o autor sagrado relata o sentimento de Deus pelo povo e a atitude correspondente. Se há uma grande verdade bíblica que precisa ser, cada vez mais, compreendida, é esta: a compaixão de Deus pela humanidade.
Deus ama as Suas criaturas e tem feito tudo para salvá-las da perdição eterna. Foi assim no passado, tem sido assim no presente e assim continuará no futuro, por que Deus não muda!
A Sua mão não está encolhida, mas ainda está estendida, considerando no entanto o facto de que não se apartou a Sua ira.
Entretanto, há situações decorrentes na vida do homem que atraem, impreterivelmente, o juízo divino. Foi o que aconteceu, segundo o texto bíblico. A situação vivida pelo povo israelita foi tão grave, em relação a Deus, que mais nenhum remédio houve. Nada mais Deus pode fazer senão deixar ou permitir que o Seu reto juízo caísse sobre aquele povo incrédulo e obstinado.
As Escrituras relatam as razões pelas quais o juízo de Deus caiu sobre os judeus daquela época. São as mesmas razões que Deus continua a encontrar em muitas pessoas para condená-las à perdição eterna.

Veja-se quais foram essas razões:

1.    Em primeiro lugar, podemos dizer que houve um rei que se tornou vaidoso e obstinadamente incrédulo. Era o próprio rei de Israel, de nome Zedequias. A Bíblia caracteriza o seu governo do seguinte modo: «e fez o que era mau aos olhos do Senhor seu Deus».
Pesava sobre seus ombros uma grande responsabilidade. Se agisse mal, daria um péssimo exemplo aos seus súbditos. E foi o que fez. Todo o povo caiu numa profunda crise religiosa. Ninguém dava mais crédito à religião. Ninguém mais buscava a Deus. Ninguém mais se interessava em prestar culto ao Deus único e verdadeiro. Cada um cuidava da sua vida pessoal, buscando o máximo de conforto possível, procurando ficar o mais rico possível no mais breve espaço de tempo e nada mais interessava.
Não tem sido este o comportamento de milhares de pessoas em nossos dias?

2. A segunda razão que a Bíblia destaca para que o juízo de Deus pesasse sobre o povo, foi a idolatria tremenda e aberrante dos israelitas. Idolatria significa “culto aos ídolos” ou culto às “imagens de escultura”, pecado condenado por Deus em toda a Bíblia. É a prática religiosa mais difundida no mundo de hoje. As maiores religiões do mundo são idólatras Deus sempre se revelou extremamente zeloso, não tolerando o culto a outro deus, porquanto o nome de Deus é Zeloso, único, Criador e sustentador do Universo. O segundo mandamento da Lei de Deus condena a prática da construção de imagens de escultura, bem como qualquer ato de reverência que simbolize culto a essas imagens. Não deixa de ser estranho que os sacerdotes do povo tivessem sido os primeiros a se corromperem na idolatria, a ponto de levarem imagens de ídolos para dentro do templo em Jerusalém e difundindo essa prática religiosa por todo o reino.
Não é isto mesmo a que estamos a assistir em nossos dias?

3. A terceira razão que se destaca do texto bíblico, e que motivou o castigo divino sobre o povo, foi o desprezo pela Palavra de Deus.
Vários foram os profetas que Deus havia enviado para falar ao povo acerca da sua incredulidade, advertindo-o do perigo da ruína espiritual, convidando-o ao arrependimento e a buscar a Deus com coração íntegro e sincero.
Porém o povo troçava dos enviados de Deus. Zombavam da Palavra de Deus. Jeremias, um dos profetas mais destacados daquela época, foi parar a um calabouço.
Ninguém se importava com a Palavra de Deus. Ninguém queria saber de ouvir falar da Salvação. Ninguém queria ouvir falar em arrependimento.
Não é, exatamente, esta atitude que milhões de pessoas têm tomado perante a mensagem do Evangelho?

Em conclusão esquadrinhemos o nosso coração, a nossa vida, para que não aconteça a nós aquilo que aconteceu ao povo do Senhor que provocou amiúde a ira do seu Deus, antes sejamos obedientes e verdadeiros adoradores a fim de sermos ajudados e acharmos sempre a Sua provisão (remédio) para a nossa alma. 

Samuel da Silva Oliveira
Refrigério 141

 
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