23-Fev-2012
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“Honra a teu pai e a tua mãe, como o Senhor teu Deus te ordenou, para que se prolonguem os teus dias, e para que te vá bem na terra que te dá o Senhor teu Deus”.
 Deuteronómio 5:16

Desta forma singela, venho prestar uma homenagem aos meus pais: só Deus sabe porque cresci sem o meu pai ao meu lado, mas graças a Deus, ainda posso gozar a companhia da minha mãe.
Depois de tantos anos, ainda dói bastante, e nada substitui o lugar de pai, mas agradeço a Deus por Ele ter fortalecido a minha mãe, no meio de tanto sofrimento, e por contarmos com o apoio das minhas avós e do meu tio Silas. Ao olhar para trás, e vendo a Mão de Deus, as palavras escritas em II Timóteo adquirem mais sentido e valor. “Dou graças a Deus, a quem sirvo com reta intenção como fizeram os meus antepassados… lembro-me bem da tua fé sem fingimento, como a que tiveram antes de ti a tua avó Loide e a tua mãe Eunice. Tenho a certeza que é a mesma fé que tu tens. Mantém-te firme naquilo que aprendeste e aceitaste com fé. Sabes bem de quem o aprendeste, e desde a infância conheces…”
A minha família não é perfeita, eu não sou perfeita, mas agradeço a Deus pelos alicerces que recebi com a família que Deus me deu; alicerces espirituais sólidos e resistentes, que me ajudaram a crescer, a ser o que sou hoje, em vários aspetos da vida. E ao lado da família, estão as igrejas onde cresci, e às quais ainda hoje sinto que pertenço: Viavai e Vila Nova do Ceira.
Partilho também a bênção que Deus me concedeu, e que me faz recordar o versículo, «Deleita-te no Senhor e Ele te concederá o que deseja o teu coração»: A descoberta de uma imensa família do meu avô João Figueiredo (que eu não conhecia nem imaginava que existisse), mais de cem familiares, graças a Deus, também seguindo as Pegadas de Cristo.
Com o coração a transbordar de gratidão ao nosso Deus, carrego esta herança tão importante, que são os valores da família de sangue, e da família em Cristo.

Segue a transcrição dos testemunhos dos meus pais (publicados num pequeno jornal da época).
Testemunho escrito por Maria Helena Frias Ferreira, com 15 anos:
«Graças sejam dadas ao Amado Salvador, pela oportunidade que nos concedeu de publicarmos um pequeno jornal, para assim podermos dar testemunho d'Ele. Vou contar alguma coisa sobre Jesus e o modo como Ele salvou a minha alma:
Desde criança comecei a ouvir que só Jesus é que salva, porque Ele levou os nossos pecados sobre si (Isaías 53) e na Cruz do Calvário suportou todo esse peso! Aleluia!
Aos 12 anos desci às águas do batismo e desde essa idade até à que agora tenho (15 anos) a minha vida tem sido um fracasso.
O demónio tem procurado por todos os modos, lançar-me laços corrediços e confesso que caí em alguns.
Cheguei ao ponto de desespero e desânimo, mas o Senhor Jesus fez resplandecer o Seu Rosto sobre mim. Louvado seja.
Ele teve misericórdia de mim e concedeu-me a paz, da qual o mundo tanto fala, mas não a pode dar: só o Príncipe da Paz (que é Jesus) a dá para sempre! Agora gozo perfeita comunhão com Ele, sou uma no Senhor e digo de todo o meu coração: “Posso todas as coisas n'Aquele que me fortalece”.
O pecado não mais tem domínio sobre mim, estou redimida pelo Precioso Sangue de Cristo e à sombra do Omnipotente estou descansada, fazendo a Sua vontade e testemunhando d'Ele. Assim, espero até o meu Senhor me vir buscar para o Céu, gozar com Ele eternamente, contemplando-O face a face. Vou terminar, fazendo antes um apelo a todos que lerem este testemunho: deixem este mundo enganador e rendam-se já ao Senhor Jesus, pedindo-Lhe perdão dos vossos pecados. Assim tereis (como eu) paz com Deus. Ámen.»

Testemunho escrito por Paulo Figueiredo (provavelmente com 16 anos):
“Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os dias maus e cheguem os anos dos quais venhas a dizer, não tenho neles contentamento.”
«É com grande prazer que ocupo um cantinho deste jornal e alegre estou por poder dizer que me “lembrei do meu Criador nos dias da minha mocidade”. Apesar de ser filho de pais crentes, que sempre me educaram no temor do Senhor, Ele me fez compreender o meu estado – estado de pecador – e que Seu Filho Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores.
Assim eu me entreguei nos Seus braços, confessei-O MEU Salvador e obtive pelo Seu sangue, paz e descanso para a minha alma, pois o Espírito testifica pela Sua Palavra: ”Jamais me lembrarei dos seus pecados e das suas iniquidades” (Heb. 10:17). Desta forma, obtive esta maravilhosa bênção e também o privilégio de ser chamado filho de Deus, pois a Sua Palavra também nos diz que “a todos quantos O receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; aos que creem  no Seu Nome” (João 1:14).
Várias vezes estive á beira da morte mas em todas vi a Mão Divina pairando sobre mim. A Ele estou, pois agradecido e, compreendo que se o Senhor assim me tratou, é porque requer de mim, algo que ainda desconheço, mas que certamente será uma contribuição para o Seu serviço. O meu desejo é entregar-lhe a minha vida, esperando conhecer o Seu Divino Propósito e seguir a Sua direção.
Ao Santo Nome do Senhor, seja dada honra e glória, pois Ele foi para mim Criador, Salvador e Médico.

Que todos os leitores, especialmente os jovens, possam sentir nos seus corações isto mesmo, é a oração que a minha alma faz ao escrever este humilde, mas sincero testemunho. Como Maria eu posso dizer” A minha alma engrandece ao Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador” (Lucas 1:46,47).»

Helena Paula Ferreira Figueiredo
Refrigério 141

 
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