20-Mai-2013
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O Jumento Imprimir

 

É uma característica da nação de Israel que ate ao reinado de Salomão não se utilizava o cavalo mas sim o jumento.
Desde o principio da bíblia o cavalo está ligado ao Egipto (figura do mundo) e representa a força humana como se vê na repetição da frase "Faraó e os seus carros e cavaleiros" quando da libertação do povo de Israel do Egipto.
O facto do cavalo aparecer no reinado de Salomão é devido a esse reino simbolizar o milénio quando todos os reinos deste mundo estiverem sob o domínio do Senhor Jesus. No livro do Apocalipse Ele é representado montado sobre um cavalo branco em contraste com a sua entrada triunfal em Jerusalém, montado sobre um jumento
No livro do Exodo ( cap.13 ) Deus destaca este animal entre todos os outros ao ordenar que o primogénito da jumenta fosse resgatado com um cordeiro; se não fosse resgatado pela morte de um cordeiro, morria. Este mandamento está ligado à morte dos primogénitos dos Egípcios que obrigou Faraó a deixar sair da escravidão o povo de Israel. O jumento tomou-se, por assim dizer, o animal" sagrado" da nação de Israel e o símbolo espiritual do crente remido pelo Cordeiro de Deus.
O profeta Isaías, pelo Espírito do Senhor, diz: " o boi conhece o seu possuidor e o JUMENTO a manjedoura do seu dono " (cap. I ). O profeta cita este facto para repreender o povo do Senhor por sua falta de entendimento: " O meu povo não entende ".
 O jumento sabia onde ir buscar o seu mantimento, mas o povo de Deus nem isso entendia. Isso, apesar de observarem todos os sacrifícios, ofertas, dias sagrados, cerimónias, ordenados pelo seu Deus que, como símbolos, deviam conduzir a nação ao conhecimento do seu Deus. Praticavam os símbolos, mas não gozavam a realidade do sustento divino. A nação de Israel chegou a desprezar o maná celestial no deserto e o salmo 107 diz que desprezaram o conselho do Altíssimo. Que loucura!
Será que todos os crentes de hoje conhecem a manjedoura do seu dono? A Palavra de Deus, ministrada pelo Seu Espírito, é o único alimento para a vida espiritual do crente; não há substituto. É pela Palavra que nascemos de novo e os novos convertidos são alimentados pelo leite da Palavra ( I Pedro I ).
É o sólido mantimento para os mais crescidos (Hebreus 5) e luz para o caminho dos remidos e vida para todos nas palavras do Senhor Jesus. "Nem só de pão viverá o homem mas de toda a Palavra que procede da boca de Deus"
Quantas vezes vamos comer à manjedoura do nosso dono?
Na história de Balaão narrada no livro de Números, geralmente o que se destaca é a exploração pelo profeta do seu dom para se enriquecer materialmente e com toda a razão pois em todas as épocas não tem faltado aqueles que seguem o caminho de Balaão – caminho de louco, na carta do apostolo Pedro.  Hoje não faltam movimentos que se estão a enriquecer oferecendo aos incautos, falsas promessas de saúde e prosperidade. Mas, como eu estava a pensar no jumento, o que me prendeu a atenção foi a frase "O mudo jumento, falando com voz humana, impediu a loucura do profeta»  (2 Pedro 2:16).
 O que o Espírito do Senhor destaca aqui é o "mudo jumento" -incapaz de transmitir coisa alguma aos humanos. O Senhor fez esse milagre. Não temos aqui uma fonte de ânimo para os homens que o Senhor escolhe para transmitir a sua Palavra? Através dos tempos homens escolhidos por Deus se sentiram incapazes "mudos", por assim dizer.
Moisés quando Deus lhe falou para ir para o Egipto a fim de libertar o seu povo, por três vezes disse que não era capaz e fez zangar o Senhor com os seus protestos que era um" jumento mudo". Quem sou eu? (Êxodo 3:11) "Ah. Senhor, eu não sou homem eloquente..." (Êxodo 4:10" Ah, Senhor, envia por mão daquele a quem Tu hás -de enviar" ou, Senhor, manda outro, pois eu sou capaz.
Quando o Senhor escolheu Jeremias para ser profeta, ele respondeu: "Ah Senhor Jeová, eis que não sei falar. “sou uma criança "- Sentia-se incapaz de transmitir a  mensagem da parte do Senhor. O milagre que o Senhor fez no jumento de Balaão, Ele já fez e continua a fazer, em milhares dos Seus servos que se sentem como " mudos jumentos ".
Jeroboão, o primeiro rei de Israel, depois da divisão, foi responsável pela introdução da idolatria no seu país. Deus mandou um profeta de Judá para profetizar contra o altar onde Jeroboão estava a queimar incenso. O Senhor deu-lhe claras instruções para não comer naquele lugar, nem voltar pelo mesmo caminho. Ele obedeceu quando o rei o convidou a comer com ele. Estava de volta para a sua casa quando um velho profeta, que morava naquele sítio, lhe mandou dizer que um anjo lhe tinha dito para o fazer voltar à sua casa para comer com ele. Era mentira.
O profeta voltou. Aqui temos um dos ensinos desta passagem. O profeta deu mais importância à palavra (suposto) de um anjo do que à Palavra do Senhor, pois o Senhor tinha falado ao profeta e este velho profeta disse que um anjo lhe tinha falado a ele.
Paulo avisa da possibilidade de acontecer o mesmo engano entre os crentes. Gálatas 1 :8. «Mas ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho... seja anátema».
O profeta recebeu a mensagem que morreria a caminho pela sua desobediência. E assim aconteceu. Um leão encontrou-o e o matou.
Agora o motivo que me levou a chamar a atenção dos meus irmãos a esta passagem é que quando foram â procura do seu corpo encontraram o leão junto a ele e o jumento vivo. A fera não tinha feito mal  ao jumento – o que não era natural. Deus realizou o milagre da protecção, conservando com vida este jumento.
Nós temos a mesma maravilhosa protecção.

«Trouxeram a jumenta e o jumentinho e fzeram-no assentar em cima» ( Mateus 21:1) "Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta, ( v.4 e 5 ).
É o incidente que mais destaca o valor do jumento na nação de Israel, pois, em primeiro lugar o profeta Zacarias já anunciara como o Senhor se havia de apresentar a Jerusalém e á nação escolhida, montado sobre uma jumenta. Mas não era uma jumenta e jumentinho quaisquer - o Senhor escolheu qual havia de ser entre as centenas de jumentos em Jerusalém e nos arredores. Indicou o local onde a jumenta e o jumentinho estavam e que os donos estariam ao pé e haviam de contestar o "atrevimento" dos discípulos em desprender os animais e a sua boa vontade em os deixar ir, ao ouvirem que o Senhor precisava deles. Indicou também, que nenhuma pessoa se tivesse assentado sobre o jumentinho - o que realçou o completo domínio do Senhor .

Frank Smith / Refrigério 144

 

 
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